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Tatuagens e cicatrizes urbanas

Penso a cidade com absoluta liberdade, sem focar neste ou naquele território específico, mas como uma entidade que está dentro de cada um de nós.

 

Cada um tem sua própria cidade, uma composição muito particular, que podemos levar para qualquer lugar. Estou convencida que ninguém habita a mesma cidade, que dirá o mesmo planeta. Então, escrever sobre cidades possíveis é tentar observar o entorno e falar dele sob uma perspectiva tão pessoal que alcance a pretensão de tocar outro cidadão e despertá-lo para um novo aspecto do relacionamento com seus territórios desocupados.

Há um evento em que a cidade me desperta para sua existência externa, mas de uma subjetividade mais potente (além das discussões racionais sobre mobilidade, segurança, governança, economia urbana, patrimônio, preservação ambiental, ordenamento territorial, entre outros temas relevantes e urgentes): é quando me deparo com a ocupação livre de seus muros, paredes e tapumes com grafite e pichações. O artista urbano e mesmo os vândalos são despertadores que lembram que ainda é possível para o cidadão intervir no cenário, nos caminhos, nos rumos da cidade, subjetiva e objetivamente.

Independente do resultado artístico, a cidade com seus sinais aleatórios, não controlados, sua mensagem espontânea dos murais, seus recados subliminares ou ostensivos, sua cara pintada de todas as cores e

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