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Exposição Migração

Stefan Zweig recebe Luiz Aquila

13 Feb 2018   /  843 visualizações

Um encontro mágico entre o escritor austríaco, um dos mais lidos e traduzidos da história moderna, e o consagrado pintor brasileiro. 

A inauguração da exposição Migração na Casa Stefan Zweig, última moradia do escritor e humanista que se refugiou no Brasil no período da expansão nazista durante a Segunda Guerra Mundial, marca a proximidade possível entre distintas expressões artísticas e distintos períodos históricos, porém sob a mesma experiência do exílio.

Em 1970, período difícil para sua geração, com a ditadura, o AI5, amigos perseguidos, muita tristeza e indignação, Luiz Aquila deixou seus líricos e sensíveis desenhos e com régua, compasso, guache preto e tira-linhas sobre papel Kraft produziu 12 trabalhos que agora poderão ser lembrados.

Com texto de apresentação de Vanda Klabin, a mostra faz um paralelo com o período em que o austríaco Stefan Zweig se refugiou em Petrópolis.  Para a cientista social e historiadora de arte, ao migrar para outra forma de expressão, Luiz Aquila cria uma interlocução com a experiência do exílio por meio de uma série de trabalhos onde está presente uma redução do seu discurso policromático, tecendo um imprevisível diálogo visual com Stefan Zweig.

“Sua pintura adquire um significado preciso, outra inquietude, outra ordem pictórica. A órbita poética desses trabalhos exala essa tensão e respira um processo mais meditativo. Nesses desenhos está presente uma interpenetração entre arte e vida, um repositório de vivências únicas, reflexivas e intimistas, nesse terreno construído e efêmero, repleto de uma intensidade toda particular e de emanações históricas”, comenta Vanda Klabin.

Aquila define estes trabalhos como um intervalo, um exílio visual provocado por fatos históricos trágicos que afetam e transformam a produção artística. “Escolhi o título Migração em analogia com o movimento em direção à uma obra tão diferente do que fazia e faço”, explica.

A Casa Stefan Zweig, tombada pelo Patrimônio Histórico no início dos anos 80, foi transformada por um grupo de amigos e admiradores do autor austríaco em entidade cultural de direito privado e em museu em sua memória. O local abriga também o Memorial do Exílio, para recordar e homenagear centenas de outros exilados que deixaram sua marca na cultura do Brasil.

A abertura da mostra Migração será especial. Quem estiver subindo a Serra, no sábado, dia 24 de fevereiro, já pode parar às 11h, na Casa Stefan Zweig. Neste horário, a cantora brasileira radicada em Londres, Nina Miranda, fará um show acompanhada do pianista Daniel Jobim. No repertório, muita bossa, composições da Nina e de seu novo disco solo "Freedom of Movement", como "Feminist Man", "Wholeof London", hits de sua banda Smoke City, como “Underwater Love”, clássicos do avô de Daniel Jobim, como “Águas de Março” e “A Felicidade”, além de Mané João (Roberto e Erasmo Carlos), Bala com bala (João Bosco e Aldir Blanc), Julia (Lennon McCartney)  e “Golden Lady”, de Stevie Wonder. Após a apresentação de Nina, o cantor petropolitano Mariano D'Almeida interpretará canções do repertório internacional, lançadas no período do exílio brasileiro de Stefan Zweig. 

 

Serviço:

Título da mostra: Luiz Aquila, Migração

Abertura: Sábado, 24 de fevereiro das 11h às 15h

Período da exposição: 24 de fevereiro a 27 de maio de 2018

Horário de visitação: sextas, sábados e domingos, das 11h às 17h

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 34, Valparaíso (Duas Pontes), Petrópolis

Telefone: (24) 2245-4316

Entrada gratuita.

Classificação livre.

 

 

 

 

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